quinta-feira, 17 de junho de 2021


Me sinto como se estivesse revivendo minha adolescência, onde passava noites e noites fumando e jogando palavras soltas em papel branco na intenção que no fim minha vida fizesse algum sentido.
Escrever era algo tão importante pra minha saúde mental que eu quase nem sentia a força que meus dedos batiam no teclado, colocando tanta coisa pra fora que já não permanecia nada dentro.
Por um bom tempo eu quis ser vazia, tão vazia que nada e nem ninguém teria o poder de me afetar; tipo um amontoado de nada com a falta de tudo.
Nunca fui de me identificar com o que me era imposto ou apresentado, e essa falta de identificação me levou a anos de vida em busca de algo que eu pudesse agarrar com toda a força que eu conseguisse dispor. Foram tantas tentativas que no fim só pude me agarrar ao que meu corpo conseguia, mas eu sempre me encontrava fraca demais pra segurar, então eu deixava ir.
E o problema de deixar ir é que na maioria das vezes não volta.






A blogueira coach disse pra sermos mais positivos, fazer yoga fortalece a espiritualidade, meditação pra colocar a cabeça no lugar, segundo minha terapeuta a gente atrai as pessoas por sintonia, talvez uma palestra no TED renove minha auto estima... E assim vamos vivendo, atribuindo ao outro o que não enfrentamos em nós mesmos.

 

domingo, 13 de dezembro de 2020

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Notas 1

No fim é isso mesmo que importa, nada de rodeios ou discursos clichês e baratos.
No fim é apenas o real que permanece, sem a utopia de felizes para sempre, sem representar papéis incoerentes.
Sabe, eu juro que acreditei nessa história, de ter que salvar alguém de si mesmo e esperar aquele sentimento de dever cumprido...
Mas no fim, eu não sabia que primeiro eu deveria ter salvo a mim mesmo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

17:07



Eu não gosto desse cheiro de pavor adocicado
Não suporto mais olhar pra dentro de mim
Procurando um refúgio em longo prazo
Perder o rumo me parecia mais emocionante
Onde foi que o tempo parou de correr?
Sinto meus pés tropeçando no vazio
Sinto minhas mãos buscando algum alívio.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015




Sinto como se estivesse mastigando meu próprio coração, ás vezes lento, ás vezes não; Pacientemente suspiro meu último grito de socorro, como sair da morte já estando morto? Cada pedaço meu desmonta o próprio ego, que desce seco pela garganta, tentando atingir alguma parte que ainda respire.
Qual a diferença entre ir embora e permanecer longe? O que está aqui não basta, não estou aparentemente ao seu lado como eu deveria estar. 
Eu corro atrás de um sentimento lindo, que sinto, vejo, compartilho, mas esse sentimento tem vergonha quando se olha no espelho. 
Tem vergonha da forma como vive, do que se tornou...
Não estamos seguras o suficiente, você me diz que não sabe mais pra onde correr, eu peço que corra pra longe de mim, mas você insiste, você cai em meus braços como se eu fosse seu porto seguro. 
Você vai permanecer em mim porque eu permaneço em você.
Já não adianta nos quebrar, aos poucos cada pedaço volta ao seu lugar, diga que vai ficar,  não posso sair pra te buscar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Quer dizer que as coisas andavam bem...


Só me diga que se lembra das coisas que joguei fora
 Das cartas e cigarros mal tragados de tanta preocupação.
A noite inteira esperando um telefonema e adormecer com o telefone na mão.
Quer dizer que as coisas andavam bem...
Mas então porque eu me sentia aleijada perto de você?
Eu enfrentei uma batalha dentro da minha cabeça
Só nós sabemos o que é passar trancafiado dentro do medo
Não é por você que eu temo
Tampouco por mim
São pelas falhas que me perseguem
Pelas alucinações que não me deixam dormir
Será que um dia vamos entender?


Que essa batalha faz parte de mim e não de você.